Problemas para estacionar o carro? Seus problemas acabaram: use o jeitinho francês de "conduire".
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quarta-feira, 10 de outubro de 2012
terça-feira, 18 de setembro de 2012
#1 Diário de bordo de Tassiá: onde tuuudo pode acontecer....
Pra quem não entendeu a referência Cultura, anos 90 (Lucas Silva e Silva no Mundo da Lua): dommage, mas veja aqui.
Começarei agora mais uma série, além da #vida cotidiana, que você já conhece muito bem. Essa será mais estilo confissõesde adolescente, mas também sem uma frequência definida.
Os franceses e sua eterna culpa
Eu ainda não entendi direito qual é a relação dos franceses com o "pardon" que eles pronunciam toda hora. Já dei uma pseudo explanação aqui sobre como utilizá-la magicamente, mas muitas de suas facetas continuam obscuras para a minha simples cabecinha tupiniquim. Explico:
-> Uma vez estava andando e conversando lado a lado com um francês. O dia estava chuvoso e ele segurava um nada pequeno guarda-chuva. Bla bla blá e bla bla blá, o trambolho cai sem-querer e ele rapidamente o pega do chão e solta um "pardon!", com ar acanhado. Achei a situação estranhíssima na hora. Ou o cara era tímido pakas (é, gíria old school para combinar com a temática) -- o que não parecia, ou ele realmente se achou culpado de ter derrubado o negócio (?). É claro que disfarcei minha surpresa, mas ficou na minha memória.
-> Outro fato: Um dia um número desconhecido liga no meu celular. Eu atendo, falo "alô" várias vezes e do outro lado, uma voz ainda mais desconhecida fala "alô" mais vezes que eu. A situação se repete mais 3 vezes do mesmo jeito* e pára. Beleza. No fim da tarde, o mesmo número chama e eu penso "Ah, não.. mas de novo e digo alô com aquela voz". Do outro lado, alguém me diz que tinha me ligado anteriormente, mas a ligação estava ruim, mas que ele tinha percebido o engano e queria pedir "pardon" por me incomodar. Pasma, alguns segundos depois do choque eu digo "ahn.. euhh tudo bem, pas de soucis (sem problemas)!". Uau, que pessoa educada. O.o
*Porque se fosse no Brasil, seria mais ou menos assim: na primeira vez a pessoa que liga percebe que é engano, se desculpa e desliga. Mesmo assim ela acha que confundiu os números e digita novamente e vagarosamente até se dar conta que está chamando o número errado de novo. Aí ela já não diz nada. Você atende e finge que não sabe que é a mesma pessoa e diz uns "alôs" pela felicidade geral dos enganados.
-> O mais recente: Estava andando na calçada com minha menininha e passamos ao lado de uma mãe com crianças. Um dos meninos corre, tropeça e cai estatelado bem na minha frente. Depois de alguns segundos de dúvida sobre "como proceder comandante?", ajudo o menino que continuou estatelado a se levantar. Ainda para ser mais amigável, soltei um "Up là (bem francês), ça va?". A mãe se virou e, eu certa que ouviria um "merci", recebi um "pardon". Como é? Desculpe por meu filho ter caído na sua frente, moça. =O Sérieux?
Sei que o povo europeu faz muito mais questão da politesse que a gente do país tropical. Sei também que é complicado julgar um outro costume/cultura, mas não poderia deixar de comentar essa estranha experiência.
Começarei agora mais uma série, além da #vida cotidiana, que você já conhece muito bem. Essa será mais estilo confissões
Os franceses e sua eterna culpa
Eu ainda não entendi direito qual é a relação dos franceses com o "pardon" que eles pronunciam toda hora. Já dei uma pseudo explanação aqui sobre como utilizá-la magicamente, mas muitas de suas facetas continuam obscuras para a minha simples cabecinha tupiniquim. Explico:
-> Uma vez estava andando e conversando lado a lado com um francês. O dia estava chuvoso e ele segurava um nada pequeno guarda-chuva. Bla bla blá e bla bla blá, o trambolho cai sem-querer e ele rapidamente o pega do chão e solta um "pardon!", com ar acanhado. Achei a situação estranhíssima na hora. Ou o cara era tímido pakas (é, gíria old school para combinar com a temática) -- o que não parecia, ou ele realmente se achou culpado de ter derrubado o negócio (?). É claro que disfarcei minha surpresa, mas ficou na minha memória.
-> Outro fato: Um dia um número desconhecido liga no meu celular. Eu atendo, falo "alô" várias vezes e do outro lado, uma voz ainda mais desconhecida fala "alô" mais vezes que eu. A situação se repete mais 3 vezes do mesmo jeito* e pára. Beleza. No fim da tarde, o mesmo número chama e eu penso "Ah, não.. mas de novo e digo alô com aquela voz". Do outro lado, alguém me diz que tinha me ligado anteriormente, mas a ligação estava ruim, mas que ele tinha percebido o engano e queria pedir "pardon" por me incomodar. Pasma, alguns segundos depois do choque eu digo "ahn.. euhh tudo bem, pas de soucis (sem problemas)!". Uau, que pessoa educada. O.o
*Porque se fosse no Brasil, seria mais ou menos assim: na primeira vez a pessoa que liga percebe que é engano, se desculpa e desliga. Mesmo assim ela acha que confundiu os números e digita novamente e vagarosamente até se dar conta que está chamando o número errado de novo. Aí ela já não diz nada. Você atende e finge que não sabe que é a mesma pessoa e diz uns "alôs" pela felicidade geral dos enganados.
-> O mais recente: Estava andando na calçada com minha menininha e passamos ao lado de uma mãe com crianças. Um dos meninos corre, tropeça e cai estatelado bem na minha frente. Depois de alguns segundos de dúvida sobre "como proceder comandante?", ajudo o menino que continuou estatelado a se levantar. Ainda para ser mais amigável, soltei um "Up là (bem francês), ça va?". A mãe se virou e, eu certa que ouviria um "merci", recebi um "pardon". Como é? Desculpe por meu filho ter caído na sua frente, moça. =O Sérieux?
Sei que o povo europeu faz muito mais questão da politesse que a gente do país tropical. Sei também que é complicado julgar um outro costume/cultura, mas não poderia deixar de comentar essa estranha experiência.
terça-feira, 17 de julho de 2012
segunda-feira, 9 de julho de 2012
Se estiver de bobeira na França, dê um pulinho em Lille
Super charmosa, Lille fica a 1 hora de Paris, por TGV. Vale super a pena dar uma fugidinha para lá num final de semana (ou até um bate e volta). Você com certeza terá tempo de ver toda a cidade, que pode ser desbravada até mesmo de bicicleta (foi o que eu fiz!).
Infelizmente, Paris tem a maior parte dos dias de céu cinza, então encontrar o conforto do sol e do céu azul em outra cidade é super justo e compreensível.
O que fazer em Lille? Relaxar =)
Além disso, o Musée des Beaux Arts é um dos mais antigos da Europa e vale a passadinha.
Com direito a sobremesas maravilhosas da Patisserie Meert. Diz pra mim se não é uma perdição?
O meu doce escolhido foi dica da minha professora de francês: um Merveilleux. E vou te contar: maravilhoso mesmo.
Infelizmente, Paris tem a maior parte dos dias de céu cinza, então encontrar o conforto do sol e do céu azul em outra cidade é super justo e compreensível.
O que fazer em Lille? Relaxar =)
Além disso, o Musée des Beaux Arts é um dos mais antigos da Europa e vale a passadinha.
Depois, se promener (passear) pela cidade descobrindo seus cantos sem roteiro definido é muito divertido. Meio que não tem como você deixar de conhecer tudo.
Para mim, a parte mais bonita foi o bairro Vieux Lille, supeeeer mignon! Olha:
La cathédrale Notre-Dame-de-la-Treille
Hospice Comtesse
Rue de la Clé
Dica gastronômica: Welsh, que é isso aí embaixo. Mas você também pode comer as famosas Moules et Frites (mexilhão e batata frita), que são super bem conceituadas em Lille, mas eu guardei minha curiosidade para Bruxelas (onde elas são mesmo meeesmo típicas).
O meu doce escolhido foi dica da minha professora de francês: um Merveilleux. E vou te contar: maravilhoso mesmo.
Mais coisas para se ver: a Grand Place, o zôo gratuito, a Euralille (bairro moderno), la place aux Oignons, la vieille Bourse...
... enfim, e quando cansar, sente num barzinho e tome uma cervejinha: 1- É bem mais barato que em Paris e 2 - O povo de lá sorri mais =D
Aproveitei a minha ida e visitei meu correspondente francês (quase 10 anos de trocas de cartas para melhorar meu francês. Haja paciência! haha) Fica a dica para quem quer treinar: arranje um correspondente. É super divertido. Coucou, Jean! =)
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quarta-feira, 13 de junho de 2012
quarta-feira, 16 de maio de 2012
A sensação de ser cantada em Paris e em francês, benhê! ;)
Dia de sol, céu azul em Paris. Tassiá passeando alegre e contente quando um indivíduo cruza o seu caminho e diz... adivinha o quê?
Hah, taí um assunto interessante aqui na França: a paquera e a cantada. Bom, eu nunca fui muito boa em notar quando os caras me cantam, a menos que seja super explícito, então... talvez eu esteja sendo injusta ao dizer que os franceses são sutis, muito sutis, sutis até demais... vão te fazer ficar na eterna dúvida. É isso.
Enfim, se você é do tipo que se deprime se o pedreiro não te chama de "gostosa", então aqui não é bem o seu lugar. Eu era do tipo que se via uma obra, atravessava logo a rua. Tática muito utilizada por várias mulheres e logo sacada pelos operários que começaram a gritar ainda mais alto "não atravessa, não GOSTOSA". Afe.
Outro lugar muito peculiar: a Argentina. As cantadas na rua eram descaradas (fora que eu não entendia quase nada do espanhol deles, ainda mais rápido!), não adiantava nem namorado do lado.
Na França o universo masculino é polite. As mulheres andam com shorts e saias micro (nos dias de verão, claro) e não se houve nenhum assovio. Mesmo em Londres, onde os shorts e saias são ainda mais micro (sobretudo no inverno - qual é a lógica?), nenhum mal intencionado. Sendo assim, desde que comecei a morar aqui, experimento uma sensação única de liberdade, mas principalmente de segurança. Ponto para a Europa.
Então, um dia engraçado foi esse em Paris, que comecei a contar ali em cima. O francês deu aquela esperada básica de três segundos para dizer, descubra você:
a) Uau, très jolie!
b) Voulez vous c... avec moi? (clássica, não?)
c) Oh la-laaa!
Sim, resposta C. Bien sûr. Clichê, mas divertido. #EuRi =)
Outra vez que ri sozinha foi à noite, voltando de uma soirée (baladinha light), mas era um pouquinho tarde já. Um carro passa devagarinho, deu medinho e eu pensei: "um cara bêbado". O carro reduz ainda mais e o francês diz: "Vous êtes très mignonne!". Gente, mignone mesmo é a França! Vamos aos fatos?
--> Certeza que o rapaz estava um pouco alcoolizado, mas ele conseguiu ainda assim ser super polite e se dirigir a mim por "vous" e ainda utilizar "mignone", que é uma linguagem fofinha para dizer que algo é bonito/meigo/fofo. Que seria, em português, algo do tipo: "Com licença, senhorita. Preciso dizer que és muito bela". Se é que dá para traduzir assim ahaha.. eu achei drôle (engraçado).
Ok, um momento "oh-my...": Andando na rua, falando português com outra au pair brasileira e um grupo de rapazes começou a cantar "Ai se eu te pego" (sim, essa música ¬¬) em PORTUGUÊS sotaqueante para nós duas. Eram estrangeiros, sûrement.
Hah, taí um assunto interessante aqui na França: a paquera e a cantada. Bom, eu nunca fui muito boa em notar quando os caras me cantam, a menos que seja super explícito, então... talvez eu esteja sendo injusta ao dizer que os franceses são sutis, muito sutis, sutis até demais... vão te fazer ficar na eterna dúvida. É isso.
Enfim, se você é do tipo que se deprime se o pedreiro não te chama de "gostosa", então aqui não é bem o seu lugar. Eu era do tipo que se via uma obra, atravessava logo a rua. Tática muito utilizada por várias mulheres e logo sacada pelos operários que começaram a gritar ainda mais alto "não atravessa, não GOSTOSA". Afe.
Outro lugar muito peculiar: a Argentina. As cantadas na rua eram descaradas (fora que eu não entendia quase nada do espanhol deles, ainda mais rápido!), não adiantava nem namorado do lado.
Na França o universo masculino é polite. As mulheres andam com shorts e saias micro (nos dias de verão, claro) e não se houve nenhum assovio. Mesmo em Londres, onde os shorts e saias são ainda mais micro (sobretudo no inverno - qual é a lógica?), nenhum mal intencionado. Sendo assim, desde que comecei a morar aqui, experimento uma sensação única de liberdade, mas principalmente de segurança. Ponto para a Europa.
Então, um dia engraçado foi esse em Paris, que comecei a contar ali em cima. O francês deu aquela esperada básica de três segundos para dizer, descubra você:
a) Uau, très jolie!
b) Voulez vous c... avec moi? (clássica, não?)
c) Oh la-laaa!
Sim, resposta C. Bien sûr. Clichê, mas divertido. #EuRi =)
Outra vez que ri sozinha foi à noite, voltando de uma soirée (baladinha light), mas era um pouquinho tarde já. Um carro passa devagarinho, deu medinho e eu pensei: "um cara bêbado". O carro reduz ainda mais e o francês diz: "Vous êtes très mignonne!". Gente, mignone mesmo é a França! Vamos aos fatos?
--> Certeza que o rapaz estava um pouco alcoolizado, mas ele conseguiu ainda assim ser super polite e se dirigir a mim por "vous" e ainda utilizar "mignone", que é uma linguagem fofinha para dizer que algo é bonito/meigo/fofo. Que seria, em português, algo do tipo: "Com licença, senhorita. Preciso dizer que és muito bela". Se é que dá para traduzir assim ahaha.. eu achei drôle (engraçado).
Ok, um momento "oh-my...": Andando na rua, falando português com outra au pair brasileira e um grupo de rapazes começou a cantar "Ai se eu te pego" (sim, essa música ¬¬) em PORTUGUÊS sotaqueante para nós duas. Eram estrangeiros, sûrement.
sábado, 12 de maio de 2012
La France e a vida cotidiana #7 (remember alemão)
Continuando a falar de máquinas bacanas, uma das primeiras que me fizeram pirar de incredulidade foi uma máquina de cortar pão num supermercado da Alemanha.
Foi assim: minha amiga (que já morava lá há muito tempo) e eu fomos comprar coisas básicas no supermercado para jantarmos (detalhe que era um supermercado pequeno e normal, nem era grande). Escolhemos um pão lindo (porque lá também tem N variedades... esse, inclusive, era com semente de abóbora, delicioso!) e ela me disse que nunca tinha testado a máquina que estava chamando a minha atenção. Pegamos o pão cobaia e colocamos dentro da máquina. Em dois segundos, N super lâminas ninja cortaram o pãozinho em fatias de pão de forma, super prático e provavelmente indolor para o fatiado, tamanha a rapidez e eficiência!
Ficamos tão deslumbradas que queríamos comprar outro pão SÓ para poder fatiá-lo. Pena que éramos só duas e 1 já era suficientemente grande para todos os dias da minha viagem ahaha.
A experiência foi tão inesquecível que ficamos falando na máquina por dias, que queríamos voltar lá para fazer um vídeo do pão sendo fatiado e tal. Mas por motivos de vergonha boba exagerada e falta de tempo, não realizamos a tão desejada filmagem. =(
Então, querida Lígia, dedico a minha pesquisa youtubística para você. Olha o que eu encontrei! Mais N outras pessoas deslumbradas com a nossa maquininha:
Foi assim: minha amiga (que já morava lá há muito tempo) e eu fomos comprar coisas básicas no supermercado para jantarmos (detalhe que era um supermercado pequeno e normal, nem era grande). Escolhemos um pão lindo (porque lá também tem N variedades... esse, inclusive, era com semente de abóbora, delicioso!) e ela me disse que nunca tinha testado a máquina que estava chamando a minha atenção. Pegamos o pão cobaia e colocamos dentro da máquina. Em dois segundos, N super lâminas ninja cortaram o pãozinho em fatias de pão de forma, super prático e provavelmente indolor para o fatiado, tamanha a rapidez e eficiência!
Ficamos tão deslumbradas que queríamos comprar outro pão SÓ para poder fatiá-lo. Pena que éramos só duas e 1 já era suficientemente grande para todos os dias da minha viagem ahaha.
A experiência foi tão inesquecível que ficamos falando na máquina por dias, que queríamos voltar lá para fazer um vídeo do pão sendo fatiado e tal. Mas por motivos de vergonha boba exagerada e falta de tempo, não realizamos a tão desejada filmagem. =(
Então, querida Lígia, dedico a minha pesquisa youtubística para você. Olha o que eu encontrei! Mais N outras pessoas deslumbradas com a nossa maquininha:
Parece que deixar para cortar o pão na última hora faz com que ele se conserve por mais tempo. Outra coisa bacana é que você podia escolher fatias grossas ou finas e mais o menos o número de fatias de acordo com o pão. ;)
E essa aqui é a propaganda dos vendedores da máquina, mas dá para ver direitinho como ela fica no supermercado. É incrível =D :
Moral da história: é melhor ser sem vergonha, né teacher? (olha ela aí embaixo, cortando ela mesma o bretzel!)
quarta-feira, 9 de maio de 2012
Para não dizer que não falei de flores...
Gente, eu estava na França quando o novo presidente do país foi eleito. Eu vi parte da história francesa acontecer! Não é bacana? =) François Hollande, novo président.
Acompanhei pela internet e televisão e li as propostas dos 10, sim... dez candidatos à presidência (!). Discuti com minha família accueil e achei muito interessante constatar que as preocupações dos franceses são muito semelhantes às nossas: desemprego, desigualdade social, alta dos preços de moradia e supermercado, corrupção política, meio ambiente... enfim, somos todos parecidos. Mas as semelhanças param num assunto muito delicado: a imigração. Há muito tempo que os franceses tem a fama de não curtirem os estrangeiros "que roubam seus empregos" e isso não mudou, aliás, até aumentou (a maluca da Marine Le Pen ficou em 3º lugar!), o que dá medo. Sendo assim, muitos candidatos radicais adotam esse discurso quase que para dizer que explusariam todos os "não-franceses" (o que provavelmente reduziria muito o país).
Ainda falando em política, como o assunto estava em alta, pude conversar com muita gente sobre o Brasil e quer saber? Todo mundo conhecia o ex-presidente Lula, por nome e proezas. Fiquei surpresa! Enquanto a Dilma ainda não tem tanta fama, exceto por ser uma mulher no poder.
Aqui o voto não é obrigatório, mas até que muita gente faz questão de votar. Também ninguém queria acreditar que o voto era obrigatório no Brasil, para eles isso é inimaginável ainda. Mais uma coisa engraçada: eles votam com papel, acreditam que urnas eletrônicas podem ter muitas fraudes. É basicamente assim: você entra numa sala, na mesa tem papeizinhos com os nomes dos candidatos, você pega alguns e vai na cabine, coloca 1 nome num envelope e coloca na urna. É proibido divulgar as parciais das eleições enquanto ainda estão ocorrendo os votos, você só sabe o resultado concreto depois. Drôle!
O novo presidente toma posse 1 semana depois da divulgação do resultado, no próximo dia 15.
Enfim, espero que a França volte logo a sorrir e que a nova escolha presidencial seja uma mudança para melhor. Cruzem os dedos!
Acompanhei pela internet e televisão e li as propostas dos 10, sim... dez candidatos à presidência (!). Discuti com minha família accueil e achei muito interessante constatar que as preocupações dos franceses são muito semelhantes às nossas: desemprego, desigualdade social, alta dos preços de moradia e supermercado, corrupção política, meio ambiente... enfim, somos todos parecidos. Mas as semelhanças param num assunto muito delicado: a imigração. Há muito tempo que os franceses tem a fama de não curtirem os estrangeiros "que roubam seus empregos" e isso não mudou, aliás, até aumentou (a maluca da Marine Le Pen ficou em 3º lugar!), o que dá medo. Sendo assim, muitos candidatos radicais adotam esse discurso quase que para dizer que explusariam todos os "não-franceses" (o que provavelmente reduziria muito o país).
Ainda falando em política, como o assunto estava em alta, pude conversar com muita gente sobre o Brasil e quer saber? Todo mundo conhecia o ex-presidente Lula, por nome e proezas. Fiquei surpresa! Enquanto a Dilma ainda não tem tanta fama, exceto por ser uma mulher no poder.
Aqui o voto não é obrigatório, mas até que muita gente faz questão de votar. Também ninguém queria acreditar que o voto era obrigatório no Brasil, para eles isso é inimaginável ainda. Mais uma coisa engraçada: eles votam com papel, acreditam que urnas eletrônicas podem ter muitas fraudes. É basicamente assim: você entra numa sala, na mesa tem papeizinhos com os nomes dos candidatos, você pega alguns e vai na cabine, coloca 1 nome num envelope e coloca na urna. É proibido divulgar as parciais das eleições enquanto ainda estão ocorrendo os votos, você só sabe o resultado concreto depois. Drôle!
O novo presidente toma posse 1 semana depois da divulgação do resultado, no próximo dia 15.
Enfim, espero que a França volte logo a sorrir e que a nova escolha presidencial seja uma mudança para melhor. Cruzem os dedos!
segunda-feira, 7 de maio de 2012
Como se tornar au pair na França - parte 1/3
Finalmente o tão esperado post está feito [ou quase]. Eu já previa escrevê-lo antes, mas sacomé, né... eu estou na França =P, cheia de novidades para ver hahaha. Tudo bem, não esqueci das perguntinhas que muita gente me fez e espero esclarecê-las aqui. Vamos lá?
1) Le début - A DECISÃO
Só uma coisa é certa: não é fácil #fato. A decisão é muito pessoal. Apesar da experiência tentadora de morar 365 dias em outro país (ainda mais quando isso já era um sonho!), largar tudo para trás sem saber absolutamente nada sobre o "depois" me fez perder uns cabelos de preocupação e chorar litros quase todos os dias antes do embarque. Eu já vinha amadurecendo a ideia há muito tempo, mas quando assinei o contrato para ir, minha vida mudou naquele segundo.
Para resumir minhas resoluções decisórias:
-Prós: muita experiência, realizar um sonho, conhecer uma nova cultura, descansar (tirar um ano sabático), viajar muito, falar francês fluente, amadurecer, fazer algo totalmente novo e arriscado.
-Contras: largar uma vida "feita" com emprego bom, amigos, família e não saber como e se vai encontrar tudo isso depois.
Por que sim? Porque a vida é muito curta para você vivê-la no "e se...", porque é você quem deve tomar as decisões e não somente se deixar levar. Não vale a pena sofrer por antecedência, tentando adivinhar o que vai ser do futuro, resolvi viver um dia de cada vez. E, como escrevo esse post depois de 3 meses de intercâmbio, posso dizer: no meu primeiro mês de intercâmbio, já sentia que todo o meu martírio, investimento, poupança e experiência já tinham valido a pena, pelos simples 30 dias aqui. Hoje posso dizer com certeza: essa foi uma das melhores decisões que já tomei na vida. Hoje sou feliz.
2) AGÊNCIA OU NON?
Acho que é a pergunta que mais ouço. Antes de decidir, pesquisei muito e a maioria das meninas preferiu vir sem agência e tinham uma lista bem convincente de seus porquês. Eu decidi vir "com", pelo simples motivo: minha família ficaria mais tranquila (uma dor de cabeça a menos), apesar de pagar um dinheirinho considerável para a agência. Bom, no meu caso:
-Prós: minha agência me deu suporte antes mesmo de eu assinar o contrato, uma reunião com a psicóloga deles avaliou se o programa "au pair" era mesmo a melhor escolha para mim; depois tive reuniões com outras meninas au pairs (achei isso super legal, vi que todas tínhamos as mesmas neuras ahahaha), que esclareceu muitas dúvidas; comprei a passagem com um desconto bacana para estudante e possível de trocar a data (porque você TEM que comprar a volta e você vai ter que remarcar porque não saberá exatamente o dia do seu retour); eles já tinham uma agência francesa parceira que era excelente e eu nunca saberia escolher uma na internet; minha família ficou super tranquila de saber que tinha algum lugar para recorrer no Brasil; já escrevi alguns e-mails sobre dúvidas que eles me ajudaram mesmo depois de ter chegado aqui.
-Contras: Infelizmente, o suporte burocrático foi nulo e eu me descabelei horrores para entender tudo (e vou tentar ajudar você nesses posts que seguem porque não achei uma santa alma que explicasse isso na internet); a quantia é um pouco salgada pelo tanto que eles te "ajudam" (mas no valor estava incluída uma parte que era da agência francesa, então a parte brasileira nem era assim tão cara).
-> Quem vem por conta própria acaba escolhendo este site aqui para procurar famílias. Conheci algumas meninas que vieram por este site. Algumas tem famílias boas, outras tem famílias encrenca. Na França, au pair é legalizada, então só venha com contrato!
3) Burocracia - DOSSIER
Toda au pair tem que preencher um dossiê (mesmo as que não vão por agência), o "application", com N dados pessoais e preferências, seguido de 2 ou 3 experiências diferentes com crianças que não sejam da família, 1 fotocolagem (sobre você e as crianças que você cuidou), declaração médica de que você está bem, 1 referência pessoal, atestado de antecedentes criminais, foto sorridente e a tão temida carta à família.
Ok, por partes:
- Application: fácil, você faz o download aqui do mesmo que eu preenchi, mas é para ter uma ideia.
- Preferências: quantas crianças você quer (eu coloquei no máximo 3, para ser boazinha, mas ainda bem que cuido de só 2!), onde gostaria de morar (cidade grande, média, pequena ou campo? Eu coloquei as 2 primeiras), qual a idade das crianças que você prefere cuidar? (escolhi de 6 a 12, porque ainda são crianças. Para mim bebê dá trabalho demais e exige muita responsabilidade, não fica o dia todo na escola e você perde a liberdade. Adolescente? Nem pensar... não sei lidar com revoltas. Escolhi bem, para mim ;)
- Experiência com crianças: essencial e você pode obter com o filho de uma amiga (meu caso), em creches, trabalho voluntário (meu caso também, antes mesmo de pensar em ser au pair); mas tem que comprovar, leia-se alguém (que não seja seu parente) tem que assinar para você.
- Fotocolagem: tenho a sorte de ser publicitária e abusei do photoshop e de montagens das fotos com desenhos bonitinhos no fundo. Bom, você pode enviar até 2 páginas. Fiz a primeira sobre mim, minha família e meus hobbies (tinha foto com parentes; foto na formatura - dá status, hein?; na dança; na natação - decente! haha; com amigos - sem foto com bebidas, gente, s.v.p.; no trabalho). A segunda foi com as crianças. Coloquei todas as que eu podia colocar e as mais variadas possíveis (não só com crianças que você cuidou, mas com vizinhos também, por exemplo), tinha foto no parquinho, dentro de casa, com cachorro, lendo no sofá, brincando de lego no chão.... sabe? Criatividade [e uma sessão de fotos adaptada ;)]!
- Declaração médica: use seu médico de família ou vá num posto de saúde e converse com um clínico geral.
- Referência pessoal: pedi pro meu chefe falar bem de mim, hahaha.
- Antecedentes criminais: o site da polícia do seu estado faz na hora com seu número do RG.
- Carta à família: fiz 2 páginas, mas depende de cada um. Escrevi com muitos detalhes e bem emocional. Comecei me apresentando, falei da minha família, da minha cidade, das minhas atividades (hobbies, formação), da minha vontade de ir pra França, que escolhi ser au pair porque adoro crianças (isso TEM que estar na carta) e porque vai me ajudar em crescimento pessoal, fora que aprender francês será ótimo para minha profissão (isso também é bom entrar, uma referência que você quer voltar para o Brasil depois). Contei sobre a minha experiência com crianças sempre com muitos detalhes, como: "e a [nome da menina] adorava quando eu penteava o seu cabelo e quando fazíamos bolo de chocolate juntas e ela podia lamber a vasilha". Entende? Outro exemplo: "Também cuidei do [nome do menino], ele tem 10 anos e adora jogar futebol (isso mostra o quanto você prestava atenção na suas kids). Nós líamos quadrinhos juntos depois dos deveres". Sacou? ;) Finalizei dizendo que estava ansiosa para conhecê-los. =D
*Detalhe: tem que ser tudo em francês. Eu mesma traduzi, não precisa ser juramentado.
Esse processo do "app" é bem chatinho e demorado, mas dá um alívio quando termina! Eu acho que é a parte mais chata, sem contar o visto. Tem também N documentos para levar (tipo seu diploma, atestado que estudou francês, etc) e traduzir. Nada precisa ser juramentado.
4) ESTOU DISPONÍVEL
As meninas que se inscrevem para os EUA ficam online num site quando toda a documentação é aceita, o que é muito prático. Para a França não tem essa mordomia haha e você espera agoniada. Enfim, não demora tanto. Eu peguei meu "app" para preencher em setembro e entreguei-o no mesmo mês (acredite, é mesmo difícil ser tão rápido. A maioria das meninas levam 2, 3 ou mais meses para conseguir preencher tudo). Assim, em outubro recebi o "ok" e no começo de novembro tive o contato da primeira família.
Bom, esse post já ficou gigante =P. No próximo vou falar do visto e de outros requisitos, mas podem mandar mais dúvidas. =) Bisous!
1) Le début - A DECISÃO
Só uma coisa é certa: não é fácil #fato. A decisão é muito pessoal. Apesar da experiência tentadora de morar 365 dias em outro país (ainda mais quando isso já era um sonho!), largar tudo para trás sem saber absolutamente nada sobre o "depois" me fez perder uns cabelos de preocupação e chorar litros quase todos os dias antes do embarque. Eu já vinha amadurecendo a ideia há muito tempo, mas quando assinei o contrato para ir, minha vida mudou naquele segundo.
Para resumir minhas resoluções decisórias:
-Prós: muita experiência, realizar um sonho, conhecer uma nova cultura, descansar (tirar um ano sabático), viajar muito, falar francês fluente, amadurecer, fazer algo totalmente novo e arriscado.
-Contras: largar uma vida "feita" com emprego bom, amigos, família e não saber como e se vai encontrar tudo isso depois.
Por que sim? Porque a vida é muito curta para você vivê-la no "e se...", porque é você quem deve tomar as decisões e não somente se deixar levar. Não vale a pena sofrer por antecedência, tentando adivinhar o que vai ser do futuro, resolvi viver um dia de cada vez. E, como escrevo esse post depois de 3 meses de intercâmbio, posso dizer: no meu primeiro mês de intercâmbio, já sentia que todo o meu martírio, investimento, poupança e experiência já tinham valido a pena, pelos simples 30 dias aqui. Hoje posso dizer com certeza: essa foi uma das melhores decisões que já tomei na vida. Hoje sou feliz.
2) AGÊNCIA OU NON?
Acho que é a pergunta que mais ouço. Antes de decidir, pesquisei muito e a maioria das meninas preferiu vir sem agência e tinham uma lista bem convincente de seus porquês. Eu decidi vir "com", pelo simples motivo: minha família ficaria mais tranquila (uma dor de cabeça a menos), apesar de pagar um dinheirinho considerável para a agência. Bom, no meu caso:
-Prós: minha agência me deu suporte antes mesmo de eu assinar o contrato, uma reunião com a psicóloga deles avaliou se o programa "au pair" era mesmo a melhor escolha para mim; depois tive reuniões com outras meninas au pairs (achei isso super legal, vi que todas tínhamos as mesmas neuras ahahaha), que esclareceu muitas dúvidas; comprei a passagem com um desconto bacana para estudante e possível de trocar a data (porque você TEM que comprar a volta e você vai ter que remarcar porque não saberá exatamente o dia do seu retour); eles já tinham uma agência francesa parceira que era excelente e eu nunca saberia escolher uma na internet; minha família ficou super tranquila de saber que tinha algum lugar para recorrer no Brasil; já escrevi alguns e-mails sobre dúvidas que eles me ajudaram mesmo depois de ter chegado aqui.
-Contras: Infelizmente, o suporte burocrático foi nulo e eu me descabelei horrores para entender tudo (e vou tentar ajudar você nesses posts que seguem porque não achei uma santa alma que explicasse isso na internet); a quantia é um pouco salgada pelo tanto que eles te "ajudam" (mas no valor estava incluída uma parte que era da agência francesa, então a parte brasileira nem era assim tão cara).
-> Quem vem por conta própria acaba escolhendo este site aqui para procurar famílias. Conheci algumas meninas que vieram por este site. Algumas tem famílias boas, outras tem famílias encrenca. Na França, au pair é legalizada, então só venha com contrato!
3) Burocracia - DOSSIER
Toda au pair tem que preencher um dossiê (mesmo as que não vão por agência), o "application", com N dados pessoais e preferências, seguido de 2 ou 3 experiências diferentes com crianças que não sejam da família, 1 fotocolagem (sobre você e as crianças que você cuidou), declaração médica de que você está bem, 1 referência pessoal, atestado de antecedentes criminais, foto sorridente e a tão temida carta à família.
Ok, por partes:
- Application: fácil, você faz o download aqui do mesmo que eu preenchi, mas é para ter uma ideia.
- Preferências: quantas crianças você quer (eu coloquei no máximo 3, para ser boazinha, mas ainda bem que cuido de só 2!), onde gostaria de morar (cidade grande, média, pequena ou campo? Eu coloquei as 2 primeiras), qual a idade das crianças que você prefere cuidar? (escolhi de 6 a 12, porque ainda são crianças. Para mim bebê dá trabalho demais e exige muita responsabilidade, não fica o dia todo na escola e você perde a liberdade. Adolescente? Nem pensar... não sei lidar com revoltas. Escolhi bem, para mim ;)
- Experiência com crianças: essencial e você pode obter com o filho de uma amiga (meu caso), em creches, trabalho voluntário (meu caso também, antes mesmo de pensar em ser au pair); mas tem que comprovar, leia-se alguém (que não seja seu parente) tem que assinar para você.
- Fotocolagem: tenho a sorte de ser publicitária e abusei do photoshop e de montagens das fotos com desenhos bonitinhos no fundo. Bom, você pode enviar até 2 páginas. Fiz a primeira sobre mim, minha família e meus hobbies (tinha foto com parentes; foto na formatura - dá status, hein?; na dança; na natação - decente! haha; com amigos - sem foto com bebidas, gente, s.v.p.; no trabalho). A segunda foi com as crianças. Coloquei todas as que eu podia colocar e as mais variadas possíveis (não só com crianças que você cuidou, mas com vizinhos também, por exemplo), tinha foto no parquinho, dentro de casa, com cachorro, lendo no sofá, brincando de lego no chão.... sabe? Criatividade [e uma sessão de fotos adaptada ;)]!
Para ter uma ideia.
- Referência pessoal: pedi pro meu chefe falar bem de mim, hahaha.
- Antecedentes criminais: o site da polícia do seu estado faz na hora com seu número do RG.
- Carta à família: fiz 2 páginas, mas depende de cada um. Escrevi com muitos detalhes e bem emocional. Comecei me apresentando, falei da minha família, da minha cidade, das minhas atividades (hobbies, formação), da minha vontade de ir pra França, que escolhi ser au pair porque adoro crianças (isso TEM que estar na carta) e porque vai me ajudar em crescimento pessoal, fora que aprender francês será ótimo para minha profissão (isso também é bom entrar, uma referência que você quer voltar para o Brasil depois). Contei sobre a minha experiência com crianças sempre com muitos detalhes, como: "e a [nome da menina] adorava quando eu penteava o seu cabelo e quando fazíamos bolo de chocolate juntas e ela podia lamber a vasilha". Entende? Outro exemplo: "Também cuidei do [nome do menino], ele tem 10 anos e adora jogar futebol (isso mostra o quanto você prestava atenção na suas kids). Nós líamos quadrinhos juntos depois dos deveres". Sacou? ;) Finalizei dizendo que estava ansiosa para conhecê-los. =D
*Detalhe: tem que ser tudo em francês. Eu mesma traduzi, não precisa ser juramentado.
Esse processo do "app" é bem chatinho e demorado, mas dá um alívio quando termina! Eu acho que é a parte mais chata, sem contar o visto. Tem também N documentos para levar (tipo seu diploma, atestado que estudou francês, etc) e traduzir. Nada precisa ser juramentado.
4) ESTOU DISPONÍVEL
As meninas que se inscrevem para os EUA ficam online num site quando toda a documentação é aceita, o que é muito prático. Para a França não tem essa mordomia haha e você espera agoniada. Enfim, não demora tanto. Eu peguei meu "app" para preencher em setembro e entreguei-o no mesmo mês (acredite, é mesmo difícil ser tão rápido. A maioria das meninas levam 2, 3 ou mais meses para conseguir preencher tudo). Assim, em outubro recebi o "ok" e no começo de novembro tive o contato da primeira família.
Bom, esse post já ficou gigante =P. No próximo vou falar do visto e de outros requisitos, mas podem mandar mais dúvidas. =) Bisous!
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sábado, 5 de maio de 2012
La France e a vida cotidiana #6
Eu fico mesmo encantada com as "modernidades" que vejo aqui na Europa. Fico me sentindo uma caipira tirando foto das coisas "normais" da vida (para eles!), mas é tão divertido descobrir as novidades! A nova sensação do momento é o caixa automático de supermercado. É, você passa suas compras sozinho na maquininha, paga e vai embora. Fácil? Vamos ver...
Bem, por um lado, essa invenção pode ajudar a reduzir as filas, mas por outro, reduz também o número de empregos. E a crescente taxa de desemprego é assunto antigo aqui na França. =/ Outra coisa chata: o ser humano é esperto demais e claro que um dos grandes problemas nessas máquinas são as fraudes para pagar menos.
De toda forma, vou explicar como é que a coisa funfa: a máquina tem um scanner que você vai passando os códigos de barras e uma balança onde você vai colocando um a um, os produtos na sacola (assim a máquina confere o peso e o valor. Teoricamente, você não pode colocar um produto na sacola sem passar pelo scanner porque a máquina vai notar o peso extra. Mas isso não impede o povo de deixar numa sacola reutilizável no chão, por exemplo, e roubar. Depois de tudo pronto, é só pagar com cartão ou até dinheiro, inserindo as notas e/ou moedinhas no compartimento especial (dá para ver direitinho na foto abaixo).
Em Londres também vi dessas máquinas. Eu mesma já utilizei umas 4 vezes. Usada do jeito certo (e quando não está quebrada!), pode ser bem prática. O que você acha?
Bem, por um lado, essa invenção pode ajudar a reduzir as filas, mas por outro, reduz também o número de empregos. E a crescente taxa de desemprego é assunto antigo aqui na França. =/ Outra coisa chata: o ser humano é esperto demais e claro que um dos grandes problemas nessas máquinas são as fraudes para pagar menos.
De toda forma, vou explicar como é que a coisa funfa: a máquina tem um scanner que você vai passando os códigos de barras e uma balança onde você vai colocando um a um, os produtos na sacola (assim a máquina confere o peso e o valor. Teoricamente, você não pode colocar um produto na sacola sem passar pelo scanner porque a máquina vai notar o peso extra. Mas isso não impede o povo de deixar numa sacola reutilizável no chão, por exemplo, e roubar. Depois de tudo pronto, é só pagar com cartão ou até dinheiro, inserindo as notas e/ou moedinhas no compartimento especial (dá para ver direitinho na foto abaixo).
Em Londres também vi dessas máquinas. Eu mesma já utilizei umas 4 vezes. Usada do jeito certo (e quando não está quebrada!), pode ser bem prática. O que você acha?
quinta-feira, 3 de maio de 2012
"Parabéns para você" sem brigadeiro não tem graça, snif! - Parte 2
Yep, depois de uma primeira experiência num aniversário de criança francesa, eu já estava "sage" (o famoso ixxxxxperrrrta dos cariocas) do que me aguardava no aniversário da menina. Aliás, que aconteceu no fim do mês de abril, mas só foi comemorado lindamente no dia 1 de maio. Feriado, teoricamente day off... lindo! Isso é que é começar com o pé direito, não é mesmo? ai, ai...
Enfim, mesmo sabendo que a casa ia receber novamente 12 criancinhas sapecas no meu dia de folga (já disse que não era para eu estar trabalhando, mas estava? Pois é.), eu tive uma super boa vontade e resolvi incrementar a decoração da festa com florzinhas de papel crepom, que a mãe e eu achamos o how-to na internet. Bom, a verdade é que parecia mais fácil no vídeo do que na prática e isso pegou boa parte da manhã, mas ficou lindo:
Pena que durou 5 minutos após a primeira criança ter chegado e ter achado "liiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiindo" também (à la Felícia) e você pode imaginar as minhas flores espatifadas. Engraçado é que a minha menina disse para as amigas que essas flores foram feitas para "durar pra sempre" e o fato é que as artificiais tiveram uma vida mais curta do que uma verdadeira. Pobrezinhas.
Ah! Eu também fiz o convite da festa no photoshop. Tirei uma foto da menina, coloquei cercada de florzinhas... ela adorou. =D
Bom, o aniversário da menina funcionou no mesmo esquema: horário de início e fim, 12 amigas sendo que 1 tinha que ser menino, por causa do irmão. Bolo simples e suquinhos, mas com docinhos melhores porque a menina escolheu melhor que o menino, haha. Dessa vez a brincadeira foi uma caça ao tesouro, numa historinha fofa sobre uma borboleta de ouro perdida no jardim do castelo (que é do lado de casa). Tudo bem, os pais nunca aprendem, superestimaram demais as crianças (de 6 a 10 anos) e fizeram uma história gigante com quase 10 minutos para elas assistirem antes da caça. O que aconteceu? Óbvio; ninguém prestou atenção, cada uma correu para um lado, gritando e procurando loucamente como se tivessem tomado energético. Outro grande erro: instruções da caça exageradamente grandes e com um nível de dificuldade que nem os outros pais conseguiram decifrar hahaha... foi muita boa vontade, mas fez com que as crianças lessem meia frase e saíssem correndo, para variar. De novo: crianças elétricas e pais pedindo misericórdia.
O que eu aprendi? Meninas podem ser piores que meninos em termos de bagunça e gritaria, o problema é que elas enganam super bem com aquelas carinhas fofas ahaha.
Por outro lado, no aniversário do menino, a irmã e a amiguinha participaram de todos os jogos com alegria. No dela, o irmão e o amigo ficaram fazendo caretas e julgando tudo chato e sem graça.
Outra coisa que aprendi: não se fazem mais crianças como antigamente. De novo tinha uma menina que NÃO GOSTAVA DE BOLO DE CHOCOLATE. Não pode, gente!
Donc, depois desse dia infinito, fui no cineminha para descontrair. Assisti Le Prénom e dei umas risadinhas. =)
Enfim, mesmo sabendo que a casa ia receber novamente 12 criancinhas sapecas no meu dia de folga (já disse que não era para eu estar trabalhando, mas estava? Pois é.), eu tive uma super boa vontade e resolvi incrementar a decoração da festa com florzinhas de papel crepom, que a mãe e eu achamos o how-to na internet. Bom, a verdade é que parecia mais fácil no vídeo do que na prática e isso pegou boa parte da manhã, mas ficou lindo:
Ah! Eu também fiz o convite da festa no photoshop. Tirei uma foto da menina, coloquei cercada de florzinhas... ela adorou. =D
Bom, o aniversário da menina funcionou no mesmo esquema: horário de início e fim, 12 amigas sendo que 1 tinha que ser menino, por causa do irmão. Bolo simples e suquinhos, mas com docinhos melhores porque a menina escolheu melhor que o menino, haha. Dessa vez a brincadeira foi uma caça ao tesouro, numa historinha fofa sobre uma borboleta de ouro perdida no jardim do castelo (que é do lado de casa). Tudo bem, os pais nunca aprendem, superestimaram demais as crianças (de 6 a 10 anos) e fizeram uma história gigante com quase 10 minutos para elas assistirem antes da caça. O que aconteceu? Óbvio; ninguém prestou atenção, cada uma correu para um lado, gritando e procurando loucamente como se tivessem tomado energético. Outro grande erro: instruções da caça exageradamente grandes e com um nível de dificuldade que nem os outros pais conseguiram decifrar hahaha... foi muita boa vontade, mas fez com que as crianças lessem meia frase e saíssem correndo, para variar. De novo: crianças elétricas e pais pedindo misericórdia.
O que eu aprendi? Meninas podem ser piores que meninos em termos de bagunça e gritaria, o problema é que elas enganam super bem com aquelas carinhas fofas ahaha.
Por outro lado, no aniversário do menino, a irmã e a amiguinha participaram de todos os jogos com alegria. No dela, o irmão e o amigo ficaram fazendo caretas e julgando tudo chato e sem graça.
Outra coisa que aprendi: não se fazem mais crianças como antigamente. De novo tinha uma menina que NÃO GOSTAVA DE BOLO DE CHOCOLATE. Não pode, gente!
Donc, depois desse dia infinito, fui no cineminha para descontrair. Assisti Le Prénom e dei umas risadinhas. =)
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sexta-feira, 6 de abril de 2012
O dia em que cheguei causando na Alemanha: Hallo, Freiburg!
Depois das minhas férias nos Alpes, com rápida passagem em Annecy, encarei quase que em seguida uma esticada para a Alemanha, mais precisamente em Freiburg (sul do país e do ladinho da França), onde encontrei a melhor guia de todos os tempos: minha ex professora de alemão e amiga, Lígia! =D
Para continuar minhas super descobertas viajantes, experimentei corajosa e caronísticamente minha viagem de ida e volta com desconhecidos. É, nem eu acredito que fiz isso! Tem um site aqui que você pesquisa o lugar e o dia que pretende ir e vê se encontra alguém que também está indo de carro. Você paga um preço muito mais simpático e ainda faz umas amizades no percurso.
Se eu tive medo? Confesso que estava tão ansiosa de ir pra Alemanha que o meu maior medo foi da carona não aparecer do que da carona em si. Na ida, fui com um casal alemão que falava poor english e a comunicação foi meio hard, mas ok e a volta foi com N pessoas falando francês, alemão e inglês. Resumo da história: très sympà!
Enfim, cheguei em Freiburg após 7h de viagem, partindo de Paris, e descobri que meu celular francês não funcionava "pas de tout" lá. Bacana, como eu iria ligar para a minha host? Então a moça alemã do carro carona me deixou numa estação de trem e me explicou, meio alemão, meio bad english, como eu deveria chegar no endereço da minha amiga (aliás, danke schön Gott que eu tive um dia a ideia de estudar alemão. Apesar de não ter sido uma boa aluna, isso me ajudou!). Tá, mas e o bilhete do trem? "No trem mesmo você compra, tem uma máquina" - ela me disse. Entrei no trem com outras pessoas, procurei a máquina, não achei. Procurei pessoas com dinheiro pra pagar, não achei. Olhei o motorista, achei, mas estava inacessível, fechado atrás de um vidro. Olhei desesperadamente para os lados e vi N faces alemãs me encarando, esperei as próximas estações e ninguém pagando... vi a estação que eu deveria descer sendo anunciada, suei frio... olhei para os lados e saí do trem, sem pagar, esperando um grito alemão e sirenes vermelhas, mas nada... e tudo aconteceu em aproximadamente 1 minuto. Como o tempo às vezes pode ser slow motion, né?
Andei pelas ruas imaginando onde eu ia conseguir pedir informações, será que todo mundo falava inglês?, será que eu conseguiria um hostel facilmente? Por que falar alemão dá medo? Então, ao atravessar a rua, dei de cara com a minha amiga! #Milagrededeus. E aí tudo ficou mais fácil. =)
O que posso dizer? Freiburg é uma cidade encantadora, super ensolarada e cheia de pessoas sorridentes. Os alemães lá tem senso de humor e são uns fofos de bonzinhos. A comida é uma coisa SEN-SA-CIO-NAL. Fiquei feliz de não ser apaixonada pela Alemanha, mas sim pela França, ou iria ganhar muitos quilinhos. =P
Lá é a cidade da Floresta Negra. O quê, você pensou no bolo de chocolate com cereja? Bingo, meu amigo. A receita é original de lá e absolutamente quase todo doce freiburguiano tem cereja no meio. Ah, também a cidade do relógio cuco. =D Posso dizer que minha viagem foi bem gastronômica, um pouco consumista (preços imcomparáveis!) e super divertida. \o/ Adorei!
Beijinhos! =*
Para continuar minhas super descobertas viajantes, experimentei corajosa e caronísticamente minha viagem de ida e volta com desconhecidos. É, nem eu acredito que fiz isso! Tem um site aqui que você pesquisa o lugar e o dia que pretende ir e vê se encontra alguém que também está indo de carro. Você paga um preço muito mais simpático e ainda faz umas amizades no percurso.
Se eu tive medo? Confesso que estava tão ansiosa de ir pra Alemanha que o meu maior medo foi da carona não aparecer do que da carona em si. Na ida, fui com um casal alemão que falava poor english e a comunicação foi meio hard, mas ok e a volta foi com N pessoas falando francês, alemão e inglês. Resumo da história: très sympà!
Enfim, cheguei em Freiburg após 7h de viagem, partindo de Paris, e descobri que meu celular francês não funcionava "pas de tout" lá. Bacana, como eu iria ligar para a minha host? Então a moça alemã do carro carona me deixou numa estação de trem e me explicou, meio alemão, meio bad english, como eu deveria chegar no endereço da minha amiga (aliás, danke schön Gott que eu tive um dia a ideia de estudar alemão. Apesar de não ter sido uma boa aluna, isso me ajudou!). Tá, mas e o bilhete do trem? "No trem mesmo você compra, tem uma máquina" - ela me disse. Entrei no trem com outras pessoas, procurei a máquina, não achei. Procurei pessoas com dinheiro pra pagar, não achei. Olhei o motorista, achei, mas estava inacessível, fechado atrás de um vidro. Olhei desesperadamente para os lados e vi N faces alemãs me encarando, esperei as próximas estações e ninguém pagando... vi a estação que eu deveria descer sendo anunciada, suei frio... olhei para os lados e saí do trem, sem pagar, esperando um grito alemão e sirenes vermelhas, mas nada... e tudo aconteceu em aproximadamente 1 minuto. Como o tempo às vezes pode ser slow motion, né?
Andei pelas ruas imaginando onde eu ia conseguir pedir informações, será que todo mundo falava inglês?, será que eu conseguiria um hostel facilmente? Por que falar alemão dá medo? Então, ao atravessar a rua, dei de cara com a minha amiga! #Milagrededeus. E aí tudo ficou mais fácil. =)
O que posso dizer? Freiburg é uma cidade encantadora, super ensolarada e cheia de pessoas sorridentes. Os alemães lá tem senso de humor e são uns fofos de bonzinhos. A comida é uma coisa SEN-SA-CIO-NAL. Fiquei feliz de não ser apaixonada pela Alemanha, mas sim pela França, ou iria ganhar muitos quilinhos. =P
Lá é a cidade da Floresta Negra. O quê, você pensou no bolo de chocolate com cereja? Bingo, meu amigo. A receita é original de lá e absolutamente quase todo doce freiburguiano tem cereja no meio. Ah, também a cidade do relógio cuco. =D Posso dizer que minha viagem foi bem gastronômica, um pouco consumista (preços imcomparáveis!) e super divertida. \o/ Adorei!
Repara no tamanho desses bifes? Acompanhados de batatas com queijo.... =P~~
A melhor padaria da cidade: Kaiser.
Cara, tem de N tipos.
Minha primeira igreja gótica. =D
Os vitrais tem os desenhos simbolizando quem pagou por eles, por isso você vê um Bretzel na direita (os padeiros), por exemplo.
Ah, sim... e a história do trem! Fiquei com dor na consciência um tempo, mas depois entendi como as coisas funcionavam. Tem máquinas dentro e fora do trem, só que eu nunca saberia como usar sem alguém para me explicar. Você compra um bilhete pelo dia, que vale 24h exatamente e a maioria dos habitantes tem um passe mensal/semestral/anual, por isso que não vi ninguém pagando. Mas tem policiais controladores de bilhetes e corri o risco de levar multa, independente de eu ser estrangeira. =O Tolerância e informações turísticas zero.
Isso são medidas de pão. Na época descrita aí na parede, o tamanho do pão tinha q ser esse aí. Muito comércio rolou em Freiburg.
Aqui, também dei uma esticada até o Lago Titisee, que fica numa cidade vizinha. Valeu muito a pena.
Ok, vou parar de postar inúmeras fotos (a desenvolvedora Juliana Araújo ainda não me ensinou a fazer uma galeria aqui =P), pois foram mais de 200 fotos nessa viagem o.O (calma, fica sussa que nem com galeria eu te faria ver tudo isso de foto! haha).
Saldo geral: me surpreendi positivamente com a Alemanha, tive a melhor guia de todos os tempos (que poderia muito bem trabalhar como guia por lá, nunca vi alguém saber tanto detalhe. Duvido que os próprios habitantes saibam mais que ela, sério), comi muito, ri "absurdo" (como dizem meus amigos de Campinas), me descobri um pouco, me identifiquei com pessoas que também estão fazendo intercâmbio por paixão a um país que não o seu e que também querem entender isso, enfim... dias inesquecíveis. Pena que o tempo passa é depressa demais!
Beijinhos! =*
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