terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Bienvenue à Paris, Tassiá!

Oui, mes amours... é claro que já no primeiro final de semana após a minha chegada, eu iria a Paris. E assim foi.

Antes de chegar na França, bateu aquela pontinha de tristeza de pensar "poxa, vou ver a Tour Eiffel seule (sozinha)". Chato, né? É claro que viajar sozinha tem disso, mas justo com a Tour Eiffel - o grande símbolo francês - eu não teria ninguém conhecido para sorrir comigo? Ó vida! ahaha. Foi então que o meu fabuleux destin começou a acontecer...



No meio da minha primeira semana aqui, recebi um e-mail da agência francesa de au pairs com os e-mails das au-pairs mais próximas e resolvi escrever para algumas. Foi então que a Jana, uma au pair américaine (de Washington), me respondeu e sugeriu subirmos na torre no sábado. Super! (petit dicionário francês: "super" é igual ao legal, bacana, demais e eles dizem "supér", oke? rs). No mesmo período, entrei em contato com uma outra au pair brasileira, a Denise, que veio pela mesma agência e super se empolgou de juntar-se a nós. Maravilha! Eu iria conhecer a Tour Eiffel com 2 novas amigas. Parfait!

Combinamos tudo e eu encontrei a Jana, 10h, em frente ao RER (é o metrô daqui) de St. Germain en Laye e encontraríamos a Denise no Champs Élysées (tem coisa mais chique?=P). Ter encontrado a fille daqui foi ótimo, pois aprendi como pegar o metrô e descobri que é super fácil ir a Paris! Tudo o que você precisa em Île de France é de um Pass Navigo, uma #coisalindadedeus. Você pode carregá-lo (por um valor único de acordo com o período) por 1 semana, 1 mês ou 1 ano para 2 linhas do metrô e você poder ir e voltar quantas vezes quiser. No meu caso, tenho direito às linhas 4 (St. Germain) e 1 (Paris), o que significa que posso tomar café da tarde em Paris todos os dias, se eu quiser hehe. Daqui para lá, demora em média 30 minutos.

De modo geral, o metrô de Paris perde e muito para o de São Paulo. Tudo bem, você pode descontar que ele já é bem velho, mas o de Sampa é mesmo impecável, tanto em organização, informações quanto em limpeza. O que se vê muito no metrô de Paris, são pessoas perdidas (pois quase não tem seguranças ou guichê de informações) e muitas, muitas pessoas que pulam as roletas, ou que passam juntas para pagar apenas uma vez e ninguém as impede. Aliás, nem você mesmo impede alguém de passar com você! Na volta, eu estava passando na roleta e um cara disse "eu posso passar com..." clac "você?" e já tínhamos passado! o.O


Bom, então descemos na estação Charles de Gaulle-Étoile e saímos pela sortie Champs Elysées. Foi quando, ao subir as escadas, me deparo com isso:


L'Arc de Triomphe tá bom para você? rsrsrs. Foi aí que comecei a me sentir como em um filme! =D Daí em diante, andamos pelas ruas de Paris, cheias de lojas "les boutiques" em "soldes" nessa época do ano (meninas, esperem o post do final de semana só com isso!), pessoas acompanhadas de cachorrinhos, baguetes em baixo do braço, francês por toda parte e um friozinho não tão bom assim. Fomos ao Trocadéro (a estação da Tour Eiffel) e, de cara, lá estava ela e toda a sua majestade, mesmo com chuva. La plus belle:


Aí, como não planejamos nada e a fila não parecia tão grande assim, resolvemos encarar a subida (Jana e eu, porque Denise foi mais esperta e foi comer num lugar quentinho). E esse período se resume em: frio, muito frio e eu jurava que ia nevar naquele momento, pois não tinha como ser mais frio que aquilo! Tenho certeza que congelei, mal podia sentir meus pés e meu nariz... e a fila do bilhete realmente não estava grande, foi só meia hora, mas o que demora mesmo são os elevadores e as pessoas... enfim.. só saímos de lá 15h! Lá em cima é lindo (até com chuva e céu cinzento) e você vê toda Paris, mas acho que vou aproveitar melhor quando voltar no verão =S. #Ficadica de comprar o bilhete ANTES pela internet aqui ó. Você compra com hora marcada e evita a fila de entrada, mas lá dentro, não tem jeito.

(Denise, Jana e eu =)

Parece ou não um filme lindo?


Sur le Trocadéro.
Relevem o sorriso congelado... =S


Olha, Brasília!


Descemos congeladas e nos abrigamos numa lojinha ao pé da torre, só para nos esquentarmos um pouco (era uma loja caríssima de bugigangas para turistas). Depois, mortas de fome e frio, procuramos algo para comer e descobrimos que ou você come num restaurante caro (que não é recomendável para uma au poor) ou você come à porter no frio. Bom, eu não conseguia pensar em mais nada além de encontrar um lugar para me esquentar e, finalmente, achamos uma lanchonete (que você pagava mais caro para sentar, mas tudo bem naquela altura). Comemos um panini (acho que o segundo lanche mais conhecido aqui, depois do crepe) com chocolate quente, conversamos e resolvemos ir embora, pois o frio só apertava.


Nos despedimos e foi isso. Eu estava exausta, acho que de tanto sentir frio! E ainda tinha baby sitting para fazer à noite. Demorei um tempão para parar de sentir frio quando cheguei em casa, tive que ficar sentanda um tempo do ladinho do aquecedor, mas depois, brincar com as crianças me ajudou! =)

Em breve, atualizo com mais aventuras ;)

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Coucou: Cheguei, France!

Eis que desço no conhecidíssimo Charles de Gaulle e quase todos os caminhos são feitos em esteiras rolantes que te fazem sentir que o mundo realmente está fadado ao sedentarismo (ou talvez seja o jeito mais fácil de orientar a "boiada" sobre qual caminho seguir).


Passei pela checagem do passaporte e BAM, lá estava o carimbo de entrada na França: o primeiro de muitos, pensei. =)

Fui então esperar minha bagagem torcendo para que ela realmente viesse inteira e depois de muito tempo, lá estava ela... ufa! Pronto, agora a única coisa que me separava do meu fabuleux destin era um corredor. Meu coração batia tão forte e alto que parecia que todo mundo estava escutando. Abriram-se as portas do desembarque e lá estavam 3 integrantes da família sorrindo com a minha chegada: Papa, Maman e a petite fille (o menino "le garçon" estava num aniversário). Me receberam calorosamente e fizeram várias perguntas, me senti um pouco perdida e ainda um pouco nervosa/cansada/com medo/oh my... com tudo, mas deu tudo certo.

Durante o caminho para Saint Germain en Laye foram me explicando sobre as paisagens e conversei um pouco com a menina, que começou tímida, mas depois logo me chamava de Tatá para tudo quanto é canto. Uma fofura!

Enfim, chegamos na casa e descobri que meu quarto ainda não estava pronto. É que a família mudou de casa no fim do ano e estavam reformando quase tudo, então dormirei por enquanto no quarto da menina e ela dormirá com o irmão.

Fui recebida com um café da tarde com petits gateaus au chocolat e leite quente e, para o jantar, fizeram um prato super típico francês: Blanquette de Veau, que leva carne de vitela, alho poró, cebolas, alho, batata, cenoura e cogumelos, acompanhado de um molho à base de farinha de trigo, assim:


É bem gostoso e me surpreendeu. =) Agora, uma coisa que eu aprendi de cara foi que eles comem muito! Haha. Primeiro, comemos uma sopa de espinafre de entrada, depois veio a Blanquette de Veau com pão, em uma porção farta e, depois o dessert, que no dia era um pudim de leite de potinho e queijo camembert (sim, o queijo também é sempre sobremesa). Basicamente, todas as refeições tem entradas e sobremesas e tudo é acompanhado por pães e queijos.

De boas-vindas, recebi alguns presentes: uma vela aromática para o banho (o pessoal da Ilha Comunicação vai rir com isso - piada interna rsrs), desenhos de cada criança e um guia de Paris. Ah, também me compraram uma roupa de cama toda florida e super bonita rsrs =).


(Detalhe: o menino desenhou São Paulo dizendo "adeus, Tassia", eu no avião dizendo "Eu sou a Tassia" e a França dizendo "Olá, Tassia" Hahaha!)


(Essas são flores que a menina desenhou)



E foi assim que comecei a minha nouvelle jornada. Fique de olho para mais novidades desse meu novo mundo novo. Até breve! ;)

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Despedidas do Brasil

O que eu posso dizer desse blog fofíssimo e das mensagens de carinho que recebi de todos os amigos? Ah, é claro que #AmoMuitoTodosVcs e agradeço sempre de tê-los comigo, onde quer que eu vá.

Bom, dizer tchau nunca é fácil, mesmo que seja um "até logo" e mesmo que seja para realizar um grande sonho. Meus últimos dias no Brasil se resumiram em muita correria para acertar muitos, muitíssimos detalhes da viagem, arrumar as malas, comprar algumas coisinhas para levar, descansar e tentar matar as saudades, ou melhor, acumular os sentimentos para que demorem a me fazer falta lá longe.

É mesmo muito engraçado quando você está vivendo um sonho tão grande. Quando eu imaginava a minha ida para a França, sempre pensei que estaria tão empolgada que não pararia mais de sorrir e morreria de ansiedade. Mas quer saber da verdade? Não sei onde foi parar minha ansiedade. Chorei litros e litros em BH ao arrumar as malas e dizer adeus, depois não queria desgrudar da minha família em São Paulo porque os dias foram passando tão rápido (e olha que separei 1 mês de férias com eles antes de vir!), mas nada de ansiedade. Bom, quando eu recebia um e-mail ou outro da família que me aguardava, contando dos preparativos para me receber e tudo mais, eu sentia alegria e ficava feliz de saber que já tinha pessoas que pensavam em mim do outro lado do mundo, mas mesmo assim, vivi um dia de cada vez, aproveitando ao máximo tudo que me trazia felicidade brasileira até que, num piscar de olhos, eu estava no avião.

11 horas de viagem que passaram mais rápido do que eu imaginei, talvez porque o vôo fosse noturno, talvez porque conversei muito com a moça do banco ao lado, talvez porque tive duas refeições tipicamente francesas (jantar e café da manhã), talvez porque minha cabeça não parasse de pensar... Então o comandante anunciou que pousamos em Paris: mon Dieu! Meu coração disparou!



É isso, amigos, cheguei aqui na terra do biquinho e estou muito contente. Demorei um pouquinho para escrever, mas sabe como é... a gente demora um pouco para se acostumar com o horário e com a vida, mas agora não vou parar mais de contar! o/